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Casares perde apoio: 4 grupos deixam união no São Paulo e afetam poder do presidente
Por Redação 1Soberano em 08/01/2026 12:01
Nas últimas horas, em um desfecho acordado entre seus coordenadores, quatro importantes agrupamentos políticos do São Paulo decidiram se desvincular da "Coalizão", aliança que historicamente oferecia suporte ao atual mandatário, Julio Casares. Os grupos em questão são Vanguarda Tricolor, Participação São-paulina, Sempre Tricolor e Legião Tricolor.
A soma desses quatro blocos representa uma parcela significativa do Conselho Tricolor, totalizando 125 dos 255 membros. Essa cisão política é vista como um golpe contundente para a estabilidade do controle administrativo exercido pelo atual presidente.
Desdobramentos Políticos no Tricolor Paulista
Em um cenário já marcado pelo pedido de impeachment contra Casares, cuja votação está prevista para a próxima quarta-feira no Conselho Deliberativo, a Coalizão agora se vê reduzida a dois grupos remanescentes: MSP (Movimento São Paulo FC) e Força Tricolor. Adicionalmente, o grupo "Super", de caráter mais simbólico e composto por figuras como José Eduardo Mesquita Pimenta, Ives Gandra Martins, Paulo Amaral Vasconcelos e Armando Souza Pinheiro, mantém seu respaldo ao presidente.
A decisão de saída desses quatro agrupamentos configura uma ruptura política de grande magnitude dentro do clube. Essa posição foi definida de forma consensual pelas lideranças em um período recente.
Lideranças e Repercussões da Ruptura
Cada um dos quatro grupos que se afastaram possui sua própria estrutura de coordenação e um histórico de atuação notável na esfera política do São Paulo . A Legião Tricolor tem à frente Carlos Belmonte, ex-diretor de futebol. Marcelo Pupo, que já presidiu o Conselho Deliberativo, comanda a Vanguarda Tricolor. Fernando Bracalle Ambrogi, conhecido como Chapecó e ex-diretor adjunto de futebol, lidera o Sempre Tricolor. Por fim, Themistocles Almeida é o nome à frente do grupo Participação São-paulina.
O afastamento coordenado dessas forças políticas intensifica o momento de instabilidade administrativa vivenciado pela atual diretoria, diminuindo de maneira expressiva a base de apoio do presidente Julio Casares no âmbito do Conselho Deliberativo. O bloco que agora se apresenta dissidente detém um poder de influência considerável nas futuras deliberações, especialmente no que diz respeito ao processo de impeachment.
Novo Cenário e Futuras Articulações
Nos corredores do clube, essa movimentação é interpretada como um ponto de inflexão na gestão política do São Paulo Futebol Clube. Tal cenário abre margem para novas estratégias e possíveis reconfigurações, em um momento que antecede uma semana decisiva para o futuro da administração vigente.
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