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Bradesco desmente Julio Casares sobre depósitos; São Paulo é apontado como fonte de pagamentos

Por Redação 1Soberano em 13/01/2026 08:30

O início de ano para o São Paulo tem sido marcado por intensas turbulências políticas, com uma escalada de escândalos envolvendo a atual gestão de Julio Casares. Após a apresentação de justificativas por parte do dirigente acerca de depósitos em sua conta bancária, veio à tona um relatório do banco Bradesco, encaminhado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que contradiz a versão apresentada pela defesa de Casares.

A investigação, conduzida pelos jornalistas Danilo Lavieri e Pedro Lopez, do UOL Esporte, revelou que o próprio presidente do São Paulo teria identificado o São Paulo Futebol Clube como o provedor dos pagamentos em espécie que excederam o valor de seu salário.

Investigação Bancária Revela Padrão de Depósitos

Os advogados de Julio Casares sustentam firmemente que não houve aporte de dinheiro proveniente de terceiros. Segundo a defesa, os valores creditados na conta do dirigente eram oriundos de recursos próprios, mantidos em reserva pelo presidente. Este argumento foi detalhado em matéria veiculada pelo programa Fantástico, da TV Globo.

A equipe jurídica afirma que ainda opera sob sigilo, sem acesso à integralidade dos autos do processo, que tramita em segredo de justiça. No entanto, asseguram que ao longo do inquérito, será demonstrada a origem lícita dos recursos em questão.

O relatório bancário, por sua vez, apresenta dados que não aguardam tais demonstrações. Ele aponta que os depósitos atribuídos ao São Paulo surgiram já no primeiro dos três períodos analisados na conta de Casares, compreendido entre janeiro e março de 2023. Nesse curto intervalo, o setor de compliance do Bradesco identificou a entrada de R$ 476,4 mil em espécie, números que se mostram objetivos e independentes de narrativas.

Discrepâncias nas Explicações de Casares e Padrão de Depósitos

Uma das inconsistências levantadas pelo Bradesco e encaminhadas ao Coaf reside na explicação fornecida por Casares ao banco. O dirigente informou que os valores em dinheiro teriam sido pagos pelo São Paulo a título de ?bonificação por campeonatos?. Para a instituição financeira, essa justificativa não se sustenta, pois o procedimento contraria as práticas usuais de governança corporativa.

Os documentos analisados pela reportagem do UOL Esporte, contudo, deixam uma lacuna importante: não esclarecem se essa justificativa foi aplicada a todos os depósitos realizados no período ou apenas a uma parte deles. É justamente essa ambiguidade que alimenta as dúvidas sobre a natureza das transações.

Outra discrepância que chamou a atenção do banco foi o fracionamento dos depósitos. Durante o período em análise, o Coaf registrou que Casares recebeu, em um único dia, nada menos que 12 entradas em dinheiro. Esse episódio ocorreu em 4 de outubro de 2023, apenas dez dias após a conquista da Copa do Brasil pelo São Paulo . Nenhum desses depósitos individualmente superou R$ 2 mil, mas somados atingiram R$ 19,1 mil. A matemática é simples, mas a explicação para tal movimentação se torna complexa.

Depósitos de Pequeno Valor e a Atenção do Coaf

O Coaf destaca um detalhe relevante: depósitos de até R$ 2 mil não exigem a identificação do depositante. Não é coincidência que este período concentre o maior número de operações dessa natureza entre os três analisados. Dos R$ 476 mil movimentados, R$ 99,8 mil entraram na conta através de 62 depósitos de pequeno valor, realizados em caixas eletrônicos. Os números, por si só, levantam questionamentos.

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Miguel

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Comentado em 13/01/2026 12:50 Se a direcao mostrou reservas eu sigo com a torcida e fe no time
Fernando

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Comentado em 13/01/2026 10:41 Mano vamos com tudo confiante no SP e ja pra frente com fé
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