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Defesa do São Paulo desaba no segundo tempo e acende alerta
Por Redação 1Soberano em 16/08/2026 15:53
O São Paulo se encontra em um momento de extrema pressão na temporada. Na próxima terça-feira, o Tricolor decide seu futuro na Copa Sul-Americana contra o Bolívar, no Morumbis, precisando de uma vitória simples para avançar de fase. No entanto, o desempenho recente no Campeonato Brasileiro liga um sinal de alerta vermelho para a comissão técnica e para a torcida, evidenciando uma fragilidade física e tática preocupante.
Após o empate por 1 a 1 contra o Coritiba em pleno Morumbis, a equipe do Morumbi estacionou na 12ª colocação do torneio nacional, somando apenas 27 pontos. O jejum de vitórias na competição já atinge a incômoda marca de nove partidas consecutivas, com quatro empates e cinco reveses desde o último triunfo, que ocorreu em 25 de abril diante do Mirassol. A situação na tabela de classificação pode se complicar ainda mais, já que Grêmio e Vitória ameaçam ultrapassar o clube paulista.
A insatisfação com o rendimento coletivo é nítida entre os atletas. O atacante Calleri não escondeu a frustração com a atuação da equipe, embora tenha feito ressalvas sobre a arbitragem. Ao comentar sobre um possível pênalti não marcado a favor do Tricolor, o centroavante disparou que "Não dá para omitir", deixando clara a necessidade de uma postura diferente do elenco.
Vulnerabilidade defensiva do São Paulo no Brasileirão
O principal fator para essa sequência de tropeços é a queda drástica de rendimento após o intervalo. Um levantamento detalhado dos gols sofridos pelo Tricolor expõe uma pane defensiva recorrente nos segundos tempos das partidas. Dos 15 gols que a equipe concedeu ao longo desse período de nove jogos sem vencer, impressionantes 12 aconteceram na etapa final.
| Métrica Analisada | Dados do Jejum (9 Jogos) |
|---|---|
| Total de gols sofridos | 15 gols |
| Gols sofridos no segundo tempo | 12 gols |
| Proporção de gols na etapa final | 80% |
| Retrospecto geral | 4 empates e 5 derrotas |
Essa tendência se repetiu de forma idêntica no último compromisso. Após abrir a vantagem no primeiro tempo com Pablo Maia, o São Paulo viu o Coritiba igualar o placar na etapa complementar com Tiago Cóser, em um lance que contou com uma falha do goleiro Rafael. O mesmo roteiro já havia sido escrito na partida de ida contra o Bolívar, em La Paz, onde o gol de empate do adversário boliviano também ocorreu no segundo tempo.
Explicações de Dorival Júnior para a queda de rendimento
O técnico Dorival Júnior demonstrou preocupação com o comportamento da equipe na volta do vestiário, mas rechaçou que o problema seja decorrente de uma postura excessivamente defensiva adotada por orientação tática. Em entrevista coletiva, o comandante tricolor tentou explicar o fenômeno que tem custado pontos preciosos ao clube.
"Os retornos de tempos, isso aí tem acontecido com frequência. Não é falta de preparar, de avaliar, de analisar o que o adversário pode mudar para que venha um pouco mais para cima. Em movimento nenhum pedimos para nossa equipe abaixar as linhas para que possamos estar mais próximos na marcação. Eu jamais faço isso porque não gosto disso"
O treinador ressaltou que a desconcentração inicial nos minutos logo após o reinício do jogo tem sido fatal para os planos do São Paulo de buscar posições mais altas na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.
"Eu quero ver minha equipe sempre jogando para a frente. Mas realmente isso tem nos tirado pontos importantes e geralmente acontecendo do zero até os 15 minutos das segundas etapas."
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