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Julio Casares nega envolvimento em saques de R$ 7 milhões no São Paulo
Por Redação 1Soberano em 26/03/2026 20:30
A recente divulgação de saques totalizando R$ 7 milhões, registrados no balanço financeiro do São Paulo referente ao ano de 2025, gerou repercussão. Em pronunciamento oficial, o ex-presidente do clube, Julio Casares, por meio de sua equipe de defesa, veio a público para desassociar seu nome de tais movimentações financeiras.
Segundo as informações apresentadas pela defesa, os valores em questão "não foram solicitados, não foram destinados e, por óbvio, não foram utilizados" sob a gestão de Casares. A nota enfatiza que o montante estava devidamente contabilizado e atrelado a despesas operacionais inerentes à realização de jogos do clube, com uma destinação específica e aprovada.
Contabilidade e Transparência na Gestão Tricolor
A argumentação da defesa prossegue, destacando que a contabilidade do São Paulo não apresenta qualquer tipo de registro, seja ele formal ou informal, que sugira a disponibilização de valores em espécie diretamente à Presidência. Os advogados responsáveis, Daniel Bialski e Bruno Borragine, asseguram que os recursos foram classificados sob a rubrica de "ações promocionais", inseridos na categoria de "adiantamentos em jogos", um item que já havia sido previamente apresentado às autoridades competentes.
Essa posição surge em um contexto de questionamentos após o Conselho Deliberativo do clube ter rejeitado o balanço de 2025. Apesar de o clube ter apresentado um superávit expressivo de R$ 56,8 milhões e uma arrecadação recorde próxima de R$ 1 bilhão, a aprovação foi dificultada por dúvidas sobre os saques identificados. A rejeição ocorreu por uma margem considerável: 194 votos contra, 34 a favor e quatro abstenções.
Revisão da Votação e Detalhes dos Saques
A votação para aprovação do balanço, que será refeita devido a falhas no sistema, evidenciou o ponto de discórdia. Durante a apresentação do diretor financeiro, Sérgio Pimenta, foram mencionados R$ 11 milhões em saques vinculados à gestão anterior. Deste total, R$ 4 milhões apresentaram justificativas claras, enquanto R$ 6,95 milhões foram categorizados como "fundo promocional da presidência", carecendo de detalhamento específico.
A auditoria realizada pela RSM também apontou a falta de documentação comprobatória para uma parcela dessas retiradas, o que intensificou as investigações. É relevante notar que esses valores são, inclusive, objeto de um inquérito policial em andamento. A necessidade de uma nova votação se deu após a própria Tafner Solutions Ltda. admitir que o processo de votação foi configurado como secreto, contrariando o procedimento que deveria ser aberto, o que impossibilitou a identificação individual dos votos dos conselheiros.
Pronunciamento Oficial da Defesa de Julio Casares
A íntegra da nota enviada pela defesa de Julio Casares ao UOL, com exclusividade, detalha o posicionamento do ex-presidente:
"A defesa de Julio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, esclarece que o montante de R$ 7 milhões vazado à imprensa durante a reunião do Conselho Deliberativo, ocorrida em 25/03/2026, não foi solicitado, não foi destinado e, por óbvio, não foi utilizado por Julio Casares.
Tais valores constam em registro na contabilidade do Clube, e foram disponibilizados pela Diretoria Financeira e Contadoria do Clube para serem utilizados em despesas recorrentes de, no mínimo, 172 jogos do SPFC em diversas competições. Ou seja, tudo com destinação certa, específica e formalmente contabilizada nas despesas do Clube.
Aliás, não há rubrica, anotação ou qualificação na contabilidade do Clube, que formal ou informalmente registre que 'valores em espécie teriam sido disponibilizados à Presidência'.
Ao contrário da equivocada assertiva que vem sendo reverberada na mídia, esclareça-se que referido numerário transitou pela conta contábil do SPFC com a formal rubrica 'ações promocionais', alocada nas movimentações financeiras em jogos e constante da pasta contábil 'adiantamentos em jogos', acautelada na Contadoria do Clube e, inclusive, já apresentada às autoridades anteriormente.
Por fim, causa estranheza a tentativa de se abafar que o balanço foi previamente aprovado pelos Conselhos de Administração e Fiscal, bem como o registro do superávit de R$ 56 milhões, da redução da dívida de R$ 110 milhões e do faturamento recorde na história do São Paulo Futebol Clube, que atingiu R$ 1 bilhão."
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