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Oposição São Paulo: Impeachment de Casares avança com judicialização e nova votação
Por Redação 1Soberano em 14/01/2026 09:20
Uma parcela significativa da oposição no Conselho Deliberativo do São Paulo expressa um profundo descontentamento com a administração de Julio Casares, chegando a vislumbrar um cenário favorável para a destituição do presidente. Caio Forjaz, figura proeminente nesse movimento, declarou que a atual gestão se encontra em um estado de "falência política", abrindo caminho para um processo de impeachment.
A perspectiva de impeachment ganhou um impulso considerável após uma decisão judicial que modificou tanto o formato quanto o quórum necessário para a votação. Anteriormente, as exigências de votação secreta, totalmente presencial e um quórum de 75% do Conselho representavam obstáculos consideráveis para a oposição. Contudo, a nova configuração do processo parece ter alterado drasticamente esse panorama.
Mudança no Cenário de Votação Favorece Oposição
Forjaz detalhou em entrevista como a alteração para uma votação híbrida, em detrimento da totalmente presencial, aumenta consideravelmente as chances de sucesso da oposição. Ele ressaltou que, mesmo considerando o quórum mais elevado de três quartos, a expectativa é de que Casares seja destituído. "O correto sempre foi 2/3 e sempre a votação híbrida, uma vez que assim o estatuto dispõe. Mas, mesmo se por a caso eles conseguissem reverter para 190, eu acredito que no híbrido a gente consiga a destituição, com essa debandada dos partidos que eram da Coalizão", afirmou o conselheiro.
A diretoria do São Paulo , liderada por Casares, já anunciou que recorrerá da decisão judicial, buscando reverter a votação para o formato presencial e reestabelecer o quórum de 75% do Conselho. A oposição, por sua vez, sustenta que a suposta ambiguidade do estatuto tricolor em relação aos quóruns para destituição não é tão complexa quanto se alega.
Argumentos da Oposição sobre o Mérito e o Quórum
O cerne da argumentação opositora reside no mérito do pedido de destituição. "Nosso pedido é geral, de 'falência política da gestão', e não por 'gestão temerária'. Por isso, deve ser 2/3. Para efeito de gestão temerária que seria o quórum maior (75%). Por isso que a gente entende que é descabido esse argumento do Olten Ayres", explicou Forjaz. Ele acusou o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, de ter inicialmente acolhido a tese de 2/3, mas de ter recuado posteriormente com o intuito de proteger a gestão de Casares.
Em resposta, Olten Ayres reiterou que suas ações estiveram em conformidade com o Estatuto do clube, negando qualquer favorecimento a Casares e reafirmando o que declarou em entrevista coletiva anterior. A oposição, por sua vez, celebrou a vitória na judicialização do tema, atribuindo a decisão à necessidade de legalidade e justiça.
Judicialização e Segurança na Votação Híbrida
A decisão da juíza Luciane Cristina Silva Tavares, da 3ª Vara Cível Regional, acatou o entendimento dos opositores de que não há justificativa para uma votação 100% presencial. O grupo vinha atuando em duas frentes: garantir a presença de sua base de apoio e angariar votos da situação. "Derrubamos a aposta do Olten, de manter no presencial para que alguns conselheiros sequer comparecessem, por medo de eventual retaliação e violência da torcida", declarou Forjaz.
Para a oposição, o sistema híbrido é essencial para assegurar que a vontade da comunidade são-paulina seja plenamente expressa. Embora reconheçam o valor do debate franco em reuniões presenciais, a modalidade a distância é vista como crucial devido à impossibilidade de comparecimento de muitos conselheiros, que estão viajando. A segurança e o sigilo do voto, que nunca foram questionados anteriormente, não justificam a exclusão do formato híbrido.
Adicionalmente, a preocupação com a integridade física de conselheiros idosos, diante da possibilidade de protestos e da tensão observada em reuniões anteriores que precisaram ser encerradas precocemente, reforça a necessidade do sistema híbrido. Olten Ayres, por outro lado, defende a votação presencial como forma de garantir maior controle e supervisão, argumentando que o modelo híbrido exigiria a quebra do sigilo em caso de recontagem de votos.
"Quem sentar nessa cadeira a partir do próximo mandato ? ou o vice-presidente mesmo, se assumir ? terá uma das missões mais difíceis que um presidente do São Paulo já teve", concluiu Caio Forjaz.
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