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PVC Revela Tática do São Paulo que Pode Condenar o Palmeiras na Libertadores
Por Redação 1Soberano em 06/11/2025 17:01
O Palmeiras, em sua preparação para a aguardada final da Copa Libertadores, marcada para 29 de novembro, faria bem em analisar minuciosamente a abordagem tática empregada pelo São Paulo contra o Flamengo. Essa é a avaliação ponderada de Paulo Vinícius Coelho (PVC), expressa no programa De Primeira, do Canal UOL, que aponta para um modelo de marcação que se revelou falho e que, se replicado, pode custar caro ao Alviverde.
Na visão de PVC, a estratégia adotada pelo Tricolor abriu vastos corredores para o Flamengo, uma equipe notória por sua capacidade de movimentação ofensiva e de desarticulação de sistemas defensivos. O comentarista sublinha que o risco de o Palmeiras cair na mesma cilada tática na decisão continental é considerável, dada a natureza dinâmica do ataque rubro-negro.
O Modelo de Marcação Individual do São Paulo: Um Estudo de Caso
A forma como o São Paulo se posicionou em campo, diferentemente do habitual esquema do Palmeiras, privilegiava uma "sobra" defensiva, com Arboleda exercendo essa função. No entanto, o cerne da tática residia em uma marcação individualizada e intensa, quase um encaixe homem a homem em diversos setores do campo. Essa perseguição era uma constante, buscando anular as principais peças adversárias.
Para ilustrar a complexidade dessa estratégia, é fundamental detalhar os duelos propostos pelo São Paulo , uma tática que remete à filosofia de Marcelo Bielsa, conhecido como o "maestro da perseguição individual", como citado por Hernán Crespo. A tabela a seguir demonstra a tentativa de anulação individual:
| Jogador do São Paulo | Adversário Marcado | Observação |
|---|---|---|
| Arboleda | N/A | Exercia a "sobra" |
| Ferraresi | Plata | Marcação individual |
| Samuel Lino | Cedric | Marcação individual |
| Pablo Maia | Arrascaeta | Perseguição individual |
| Sabino | Carrascal | Perseguição individual |
| Ferreirinha | Emerson Royal | Acompanhamento como ponta esquerda |
| Luiz Gustavo | Pulgar | Subia para marcar |
| Bobadilha | Saúl | Marcação individual |
A Armadilha da Perseguição: Por Que a Tática Falhou
Apesar da intenção de anular, a fluidez do Flamengo demonstrou ser um desafio intransponível para a marcação por encaixe. A movimentação constante e a troca de posições dos jogadores rubro-negros desorganizavam o sistema defensivo do São Paulo , criando aberturas perigosas. Quando um marcador perdia seu alvo, o espaço surgia, e a recomposição se tornava um problema.
O que o São Paulo fez deu errado, é uma coisa pro Abel ponderar, porque o Abel fará na final da Libertadores, e isso tem a ver com o São Paulo, com o Palmeiras e com o Flamengo. O Flamengo tem conseguido sair de marcações individuais sempre.
PVC detalha a dinâmica do insucesso: a mobilidade de jogadores como Arrascaeta, que não se fixava em Pablo Maia, mas se deslocava lateralmente, forçava Samuel Lino e Carrascal a virem para o centro, enquanto Emerson Royal avançava. Em um piscar de olhos, as posições estavam alteradas, e a perseguição individual, em vez de conter, gerava lacunas.
Acontece que o Arrascaeta não para no Pablo Maia, ele escapa para o lado e o Samuel Lino vem para dentro, o Carrascal vem para dentro e o Emerson Royal passa. E quando você pisca, as posições mudaram. E quanto mais você perseguir individualmente, maior a chance de você abrir espaço, porque o cara escapa para cá, o outro abre o espaço para lá, e abre o corredor aqui. Então, por isso que foi se abandonando a marcação individual. Mas ela voltou com perseguições na Europa, está acontecendo muito isso também.
Lições para o Palmeiras e o Futuro Tático
A experiência do São Paulo serve como um alerta pragmático para o Palmeiras. A insistência em uma marcação individual rígida contra um adversário tão adaptável como o Flamengo pode ser uma faca de dois gumes, transformando uma suposta fortaleza em uma vulnerabilidade. A capacidade do Flamengo de desorganizar defesas por meio de sua movimentação é um fator que Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, precisa considerar com máxima seriedade.
A reflexão de PVC é clara: a tática de perseguição individual, embora tenha ressurgido em alguns contextos europeus, apresenta riscos inerentes contra equipes que exploram a dinâmica e a troca de posições. A lição do confronto do São Paulo contra o Flamengo é um lembrete vívido de que a adaptação e a leitura do adversário são cruciais para o sucesso em decisões de alto calibre.
Para o Palmeiras, a chave residirá em encontrar um equilíbrio tático que consiga anular as forças do Flamengo sem, contudo, desguarnecer sua própria estrutura defensiva, evitando a armadilha de abrir espaços que o Rubro-Negro é tão proficiente em explorar.
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