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Quem será o novo presidente do São Paulo? Veja os candidatos da situação
Por Redação 1Soberano em 25/08/2026 10:59
O atual panorama esportivo do São Paulo reflete diretamente a instabilidade de sua gestão. Sob o comando técnico de Dorival Júnior, o elenco profissional amarga um desempenho preocupante no Campeonato Brasileiro, somando apenas 27 pontos e flertando perigosamente com a zona de rebaixamento. Esse declínio técnico consolidou-se logo após interferências diretas no departamento de futebol, iniciadas com a demissão de Hernan Crespo em março ? quando a equipe ocupava a vice-liderança do torneio ? promovida pelo mandatário Harry Massis Jr., que assumira o cargo em janeiro sucedendo o impeachment de Julio Casares.
A ascensão de Massis Jr., integrante do grupo Vanguarda, ocorreu sob o impacto de investigações policiais envolvendo suspeitas de desvios financeiros e lavagem de dinheiro na administração anterior. Embora o cenário interno seja complexo, aliados indicam que o atual presidente cogita pleitear a reeleição. Contudo, o momento conturbado do clube e o desgaste esportivo surgem como grandes obstáculos para a viabilização de seu nome junto aos conselheiros.
Articulações políticas no Morumbis para a sucessão presidencial
Diante desse cenário, a ala situacionista, formada por uma coalizão de diferentes vertentes, busca um nome de consenso para o pleito de dezembro. Uma das alternativas avaliadas é Adilson Alves Martins, ex-diretor financeiro da instituição entre 2015 e 2017. Apoiado pela corrente Sempre Tricolor ? liderada pelo antigo diretor adjunto de futebol Fernando "Chapecó" ?, Martins carrega a reputação de ter auxiliado a gestão de Massis na obtenção de recursos financeiros no mercado em períodos de extrema dificuldade orçamentária.
Apesar do prestígio técnico, a candidatura de Martins encontra barreiras em sua própria atividade profissional privada. Como diretor-presidente da Sustentare Saneamento, empresa do ramo de gestão de resíduos, ele demonstra hesitação em afastar-se de suas obrigações corporativas para assumir a presidência do clube, um cargo que exige dedicação integral em meio a um ambiente político tradicionalmente desgastante.
Divisão de forças e possíveis nomes da situação para o pleito
Outros grupos que sustentam a base governista também articulam suas próprias indicações. O agrupamento Participação, outrora ligado a Julio Casares, ventila a possibilidade de lançar Themistocles Almeida. Paralelamente, a ala Somos SPFC sugere o advogado José Edgard Galvão Machado como alternativa viável para a disputa presidencial.
Adicionalmente, a corrente Legião, que conta com a participação do ex-diretor de futebol Carlos Belmonte, atua ativamente nas negociações de bastidores. Uma das propostas em debate envolve a indicação do conselheiro Vinicius Medeiros para ocupar a vaga de candidato à vice-presidência na chapa governista. Para ilustrar a atual distribuição de forças, a tabela abaixo resume as principais movimentações das correntes aliadas:
| Grupo Político | Nome Sugerido | Posição na Articulação |
|---|---|---|
| Vanguarda | Harry Massis Jr. | Estuda viabilidade de reeleição |
| Sempre Tricolor | Adilson Alves Martins | Cotado para presidência, mas hesita devido a negócios privados |
| Participação | Themistocles Almeida | Nome sugerido nos bastidores do grupo |
| Somos SPFC | José Edgard Galvão Machado | Advogado indicado como opção para o pleito |
| Legião | Vinicius Medeiros | Proposto para compor a chapa como vice-presidente |
Enquanto o bloco situacionista tenta unificar seu discurso e definir um representante, a oposição já apresenta um rumo traçado com a provável candidatura de Marcelo Portugal Gouvêa. As definições finais devem ocorrer nas próximas semanas, considerando que o registro oficial das chapas que concorrerão à presidência do São Paulo está programado para o mês de janeiro.
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