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Ruan Tressoldi processa São Paulo: zagueiro exige R$ 14 milhões
Por Redação 1Soberano em 20/08/2026 17:51
São Paulo apresenta defesa baseada em histórico clínico do atleta
O embate judicial entre o São Paulo e o zagueiro Ruan Tressoldi ganhou contornos complexos. A diretoria são-paulina sustenta sua defesa no fato de que o defensor, atualmente no Atlético-MG, já apresentava anomalias em seu joelho no momento de sua contratação. Exames médicos admissionais realizados pelo departamento médico do Morumbi comprovariam que a lesão possui natureza degenerativa, descartando qualquer nexo causal com traumas ocorridos em partidas pelo clube paulista.
Além disso, a gestão do Tricolor Paulista detalhou que monitorou de perto as queixas de dores do jogador após o confronto diante do Libertad, pela Copa Libertadores. Em menos de um dia, uma reavaliação apontou melhora clínica, o que justificou sua utilização controlada no jogo seguinte contra o Náutico. O clube também esclareceu que a intervenção cirúrgica planejada dependia de uma liberação burocrática do Sassuolo, da Itália, agremiação que detinha os direitos do zagueiro durante o período de empréstimo.
| Argumentos de Ruan Tressoldi | Defesa do São Paulo FC |
|---|---|
| Negligência médica e aplicação de tratamento experimental (PRP) | Lesão preexistente de caráter degenerativo comprovada em exames admissionais |
| Obrigado a atuar com dores físicas contra o Palmeiras | Acompanhamento clínico constante e controle de minutos em campo |
| Ausência de seguro obrigatório e prejuízo de R$ 20 mil com cirurgia | Necessidade de autorização do Sassuolo (clube detentor dos direitos) para cirurgia |
| Pedido de indenização de aproximadamente R$ 14 milhões | Contestação integral de todas as acusações apresentadas pelo atleta |
As exigências financeiras e o cronograma de despedida do zagueiro
O litígio envolve valores expressivos e acusações de descumprimento de obrigações trabalhistas. A defesa do atleta alega que o São Paulo negligenciou a contratação do seguro de acidentes obrigatório, o que teria obrigado o jogador a desembolsar mais de R$ 20 mil para custear seu próprio procedimento cirúrgico logo após o término do vínculo contratual. Diante desse cenário, a ação judicial movida por Ruan pleiteia uma indenização estimada em R$ 14 milhões.
Para fundamentar a ação, o estafe do zagueiro utiliza exames datados de 15 de maio, realizados logo após o embate contra o Libertad, onde atuou entre os titulares. Na sequência da temporada, Ruan figurou no banco de reservas contra o Náutico, participando somente dos minutos finais do confronto válido pela Copa do Brasil, partida que marcou sua despedida definitiva do elenco tricolor.
Alegações de tratamento experimental e determinação de perícia judicial
No centro da contestação médica, Ruan Tressoldi aponta que foi submetido a infiltrações e ao uso de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), terapia que, na época do ocorrido, no primeiro semestre de 2025, era apontada como experimental pelo Conselho Federal de Medicina. Os advogados do defensor alegam ainda que ele foi coagido a entrar em campo mesmo relatando fortes dores físicas no clássico contra o Palmeiras, ocorrido em 11 de maio.
O desfecho inicial da primeira audiência, conduzida nesta terça-feira, resultou na determinação de uma perícia médica detalhada pelo magistrado responsável. Embora Ruan tenha confirmado em depoimento ter recebido todo o suporte fisioterápico e médico oferecido pela estrutura do São Paulo durante sua permanência, o juiz considerou indispensável a análise técnica de um perito para esclarecer as condições físicas do atleta e os procedimentos adotados pelo departamento médico tricolor.
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