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São Paulo de Dorival Júnior patina com números preocupantes no Brasileirão

Por Redação 1Soberano em 25/08/2026 10:36

O respaldo da cúpula tricolor ainda garante a permanência de Dorival Júnior no cargo, afastando qualquer possibilidade imediata de demissão. Para tentar reverter o cenário adverso, a comissão técnica terá um período completo de treinamentos antes do próximo compromisso contra o Red Bull Bragantino, agendado para sábado, às 20h, no Morumbis. Paralelamente, os bastidores ganharam contornos de cobrança com uma reunião recente entre lideranças de torcidas organizadas, o elenco de atletas e o lateral-direito Rafinha.

Essa movimentação externa reflete o declínio acentuado da equipe na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Antes da mudança na comissão técnica, o time figurava no G-4, ocupando a quarta colocação com 24 pontos na 16ª rodada. Atualmente, após o término da 24ª rodada, o clube despencou para o 13º lugar, somando apenas 27 pontos. Vale destacar que o plantel possui um compromisso pendente diante do Santos, válido pela 21ª rodada, adiado em virtude de compromissos do adversário na Copa Sul-Americana.

O retrospecto estatístico de Dorival Júnior à frente do São Paulo

O desempenho recente do clube do Morumbis sob a nova direção técnica apresenta números equivalentes aos de equipes que lutam contra o rebaixamento. Em sete partidas disputadas no torneio nacional, o comandante ainda busca seu primeiro triunfo. A pontuação acumulada coloca o Tricolor com o segundo pior aproveitamento do certame nesse recorte específico, superando unicamente o Vasco da Gama, que somou apenas dois pontos de 21 possíveis.

Indicador Dados do Período
Partidas disputadas 7 jogos
Vitórias 0
Empates 3
Derrotas 4
Pontos conquistados 3 de 21 possíveis
Aproveitamento geral 14,3%
Gols marcados / sofridos 5 marcados / 9 sofridos
Posição no recorte 19º colocado

A análise do treinador após o revés recente

A trajetória iniciada em maio, após a saída de Roger Machado, teve como ponto de partida a igualdade por 1 a 1 contra o Botafogo na 17ª rodada. Desde então, a escassez de resultados positivos gerou cobranças públicas do próprio técnico. Após o revés sofrido diante da Chapecoense, o comandante externou sua preocupação com o momento técnico e a necessidade urgente de evolução tática e operacional.

"Nós não temos mais palavras. Está na hora de nós colocarmos ação e trabalho. Ainda mais trabalho do que vem acontecendo. Nós estamos nos dedicando muito, muito. Mas não está sendo suficiente. Então nós estamos que buscar algo diferente para tentar mudar todo esse contexto. Porque não pode continuar da forma como está"

O diagnóstico interno indica que o empenho diário no centro de treinamentos ainda não se traduz em competitividade dentro das quatro linhas. Com uma eficiência de apenas 14,3% nas últimas sete exibições, a comissão técnica se vê pressionada a encontrar soluções criativas para estancar a queda livre e reconduzir o elenco ao caminho das vitórias na principal competição do país.

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