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São Paulo repete jejum histórico e revolta torcida no Brasileirão
Por Redação 1Soberano em 25/08/2026 10:10
A paciência da torcida são-paulina esgotou-se por completo. O revés diante da Chapecoense, atual lanterna do Campeonato Brasileiro, foi a gota d'água para desencadear um cenário de forte instabilidade nos bastidores do clube. Logo após o apito final, representantes da principal torcida organizada do clube foram até os portões do SuperCT para exigir explicações imediatas da cúpula diretiva.
A reunião de cobrança estendeu-se por mais de sessenta minutos, contando com a presença de atletas e do diretor Rafinha, que acompanharam de perto os questionamentos. Na ocasião, o líder da torcida organizada, Baby, foi categórico ao apontar que a alta cúpula administrativa, e não o elenco de jogadores, carrega o fardo principal pelo momento técnico deplorável. O porta-voz dos torcedores deixou claro que a pressão agora será transferida de forma implacável para as arquibancadas do Morumbis.
Diante do cenário de terra arrasada, o técnico Dorival Júnior não buscou justificativas ou atenuantes para o desempenho de seus comandados. Em pronunciamento oficial aos jornalistas, o comandante tricolor classificou o atual momento como humilhante e confessou estar desprovido de argumentos plausíveis para blindar o grupo de atletas.
- É inadmissível nós não termos alcançado o que nós queríamos aqui. A gente fica sem palavras pra poder defender uma situação. Não é fácil, não é simples, pra todos nós é vergonhoso e nós temos que ter consciência do clube que nós estamos, o tamanho do que é o clube, o que ele representa em todos os sentidos. Nós não temos mais o que falar. Não temos mais palavras, tá na hora de colocarmos ação e trabalho. Ainda mais trabalho do que vem acontecendo. Estamos nos dedicando muito, mas não está sendo o suficiente. Nós temos que buscar algo diferente pra tentar mudar esse contexto. Não pode continuar da forma que foi hoje -
Torcida organizada cobra diretoria do São Paulo após vexame
A insatisfação externa reflete perfeitamente o desastre estatístico que se instalou no Morumbis. Os números coletados evidenciam a fragilidade tática e técnica da equipe sob a tutela de Dorival Júnior na atual edição do torneio nacional. O aproveitamento do treinador é comparável ao de equipes fadadas ao rebaixamento, com um sistema defensivo exposto e um ataque de extrema inoperância.
Em 17 compromissos disputados, a equipe conseguiu triunfar em apenas duas oportunidades, demonstrando uma incapacidade crônica de vencer. A vulnerabilidade do setor defensivo é atestada pelo baixo número de partidas sem sofrer gols, enquanto o setor ofensivo desperdiça a grande maioria das raras oportunidades claras que consegue formular ao longo dos noventa minutos.
| Indicador Estatístico | Desempenho de Dorival Júnior (Brasileirão) |
|---|---|
| Partidas Disputadas | 17 |
| Vitórias | 2 |
| Empates | 7 |
| Derrotas | 8 |
| Aproveitamento de Pontos | 25,2% |
| Gols Pró / Gols Contra | 13 / 20 |
| Jogos sem Sofrer Gols | 3 |
| Chances Claras Criadas (Convertidas) | 27 (6) |
| Chances Claras Cedidas ao Adversário | 30 |
Números alarmantes de Dorival Júnior expõem fragilidade tricolor
O jejum de vitórias do São Paulo na atual temporada já se estende por quatro meses consecutivos, lembrando que houve uma pausa de trinta dias no calendário esportivo em virtude da Copa do Mundo. A última celebração do torcedor tricolor em âmbito nacional ocorreu no longínquo dia 25 de abril, quando o clube superou o Mirassol pelo placar mínimo de 1 a 0, no Morumbis, em duelo válido pela 13ª rodada, sob a direção técnica do então comandante Roger Machado.
A atual sequência negativa já se consolidou como o segundo pior período sem vitórias do clube desde que o formato de pontos corridos foi implementado no futebol brasileiro. O atual retrospecto só não supera o trágico ano de 2013, quando a equipe acumulou doze partidas consecutivas sem somar três pontos, afundou na zona de degola e necessitou do retorno emergencial do técnico Muricy Ramalho para evitar um inédito rebaixamento.
Para além do desempenho pífio dentro das quatro linhas, o ambiente institucional do São Paulo ferve em problemas políticos e médicos. Nos bastidores, a Comissão de Ética do clube recomendou a exclusão do presidente Julio Casares, ao passo que a votação crucial para a reforma estatutária acabou postergada para o meio de semana. Para piorar a situação desportiva, o atacante Calleri sofreu uma contusão no tornozelo e passará por exames detalhados pelo departamento médico.
Comparação com o fantasma de 2013 e os caminhos para a salvação
A projeção matemática para garantir a permanência na primeira divisão exige uma reação imediata. Para atingir a meta de segurança de 45 pontos, o São Paulo necessita somar mais 18 pontos nas rodadas restantes. Em uma perspectiva puramente matemática, seis vitórias seriam o suficiente, embora uma combinação realista de triunfos e empates seja o caminho mais provável para evitar o pior cenário.
Paralelamente ao drama vivido no Campeonato Brasileiro, a comissão técnica precisa gerenciar o desgaste físico e psicológico para outro compromisso de peso. No mês de setembro, o Tricolor Paulista terá pela frente o Boca Juniors em confrontos decisivos válidos pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, dividindo as atenções de um elenco que já se mostra severamente limitado e pressionado por resultados.
A diretoria agora se encontra em uma encruzilhada sobre a manutenção da comissão técnica, enquanto conselheiros e ídolos do passado debatem a real capacidade de reação do elenco . Sem margem para novos erros e com a torcida organizada prometendo protestos pesados no Morumbis, os jogadores são-paulinos terão de encontrar forças internas para estancar a queda livre na tabela de classificação antes que o fantasma de 2013 se torne uma realidade irreversível.
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