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São Paulo na Justiça: disputa milionária com empresa de limpeza do Morumbi
Por Redação 1Soberano em 24/03/2026 11:09
O Tricolor Paulista deu início a um processo judicial contra a Milclean, companhia responsável pela higienização do complexo social do Morumbi. A divergência envolve um montante de R$ 3,7 milhões, abarcando pagamentos que o clube alega terem sido feitos indevidamente e penalidades contratuais.
A ação foi protocolada nesta segunda-feira (23) e tramita na 2ª Vara Cível de São Paulo. O clube paulista aponta o que considera "falhas graves" na execução dos serviços prestados pela Milclean.
Valor em Disputa e Exigências do São Paulo
O São Paulo busca o reconhecimento de R$ 2.061.521,48 como restituição, referentes a valores que o clube entende ter pago a mais devido ao fornecimento de um quadro de pessoal inferior ao estipulado contratualmente. Adicionalmente, pleiteia uma multa de R$ 615.444,70, a ser compensada com débitos do clube à Milclean pelos serviços prestados entre dezembro de 2025 e março de 2026. Por fim, solicita que a empresa seja condenada a pagar R$ 1.025.384,97.
O acordo entre as partes foi firmado em dezembro de 2024, com efeitos retroativos a junho do mesmo ano, com validade de três anos. O escopo do contrato consistia na prestação de serviços de limpeza e conservação do complexo social do clube, incluindo o fornecimento de pessoal, materiais e equipamentos.
Detalhamento do Contrato e Descumprimentos
O acordo previa a alocação de um efetivo fixo e diário de 96 colaboradores de segunda a sábado, e 95 aos domingos e feriados, com um custo mensal de R$ 569.856,20. Contudo, no segundo semestre de 2025, o São Paulo constatou que a empresa não estava cumprindo com o número mínimo de funcionários estipulado e tampouco apresentava relatórios de frequência. Uma auditoria interna revelou o que o clube descreve como "grave violação contratual" por parte da Milclean.
O clube alega que a inadequação do quadro operacional, com reduções significativas de pessoal e um índice de faltas que ultrapassava em até 60 dias por mês os limites permitidos, tornava a situação "notória".
Tentativas de Conciliação e Posicionamento das Partes
Em fevereiro deste ano, uma reunião agendada entre as partes foi cancelada pela Milclean, gerando insatisfação no São Paulo . A empresa, posteriormente, buscou justificar as falhas na prestação de serviços com "alegações evasivas e infundadas", atribuindo as alterações unilaterais a uma necessidade de "reequilíbrio financeiro entre as partes".
A Milclean teria argumentado que investiu R$ 398 mil em tecnologia para suprir a carência de mão de obra no mercado, e que arcou com custos adicionais de benefícios para seus funcionários, os quais foram "repassados" ao São Paulo através da redução do quadro operacional. Após negociações infrutíferas, o São Paulo emitiu uma notificação extrajudicial à Milclean exigindo a restituição de valores e o restabelecimento do efetivo. Diante da falta de acordo, o clube optou por ajuizar a ação judicial para recuperar os valores, compensar débitos e obter a multa contratual rescisória.
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